Se há um conselho que damos a toda a gente que nos liga antes de ter terreno, é este: não assine nada antes de saber o que pode construir ali. É o erro mais caro que se comete neste percurso, e é sempre o mesmo.
1. Viabilidade construtiva, antes de tudo
Um terreno bonito não é um terreno construtível. A classificação do solo no plano diretor municipal manda em tudo: define se pode haver habitação, com que área de implantação, com que afastamentos, com que altura. Peça a informação prévia à câmara. Custa uma fração do valor do terreno e a resposta é vinculativa.
Se o vendedor lhe garantir de boca que “dá para construir”, agradeça e peça na mesma o papel.
2. Acessos
Como é que a casa chega lá? Uma casa pré-fabricada chega em transporte pesado e precisa de espaço de manobra. Um caminho estreito, uma curva apertada, um portão baixo ou uma ponte com limite de tonelagem transformam-se em custos que ninguém orçamentou.
Visite o terreno a pensar num camião, não num carro.
3. Infraestruturas
Água, eletricidade e esgotos. Onde estão os pontos de ligação mais próximos e a que distância? Cem metros de vala custam dinheiro real. Se não houver rede de saneamento, vai precisar de fossa — o que é perfeitamente resolúvel, mas tem de estar no orçamento desde o início e tem regras próprias.
4. O terreno propriamente dito
Declive, tipo de solo, drenagem. Um terreno em pendente pode ser uma vista maravilhosa e uma fundação cara. Um terreno onde a água se acumula no inverno é um problema para qualquer construção, e sobretudo para uma casa de madeira — a humidade parada é o único verdadeiro inimigo da madeira.
Vá ver o terreno depois de um dia de chuva forte. É a visita mais informativa que vai fazer.
5. Orientação solar e vizinhança
Onde nasce e onde se põe o sol determina o conforto da casa mais do que muita coisa que se compra cara. E olhe à volta: o que está construído ao lado, o que pode vir a ser construído, o que se ouve.
6. A parte burocrática, sem romantismo
Caderneta predial e certidão de registo em ordem. Confrontações certas. Sem ónus, hipotecas ou usufrutos escondidos. Sem servidões de passagem que ninguém mencionou. Nada disto é dramático — mas descobre-se antes, não depois.
A ordem certa
Informação prévia. Depois terreno. Depois casa. Nesta ordem, o processo custa o que está previsto. Ao contrário, custa aquilo que ninguém contou.
Se já tem um terreno em vista, diga-nos onde é e o que quer lá pôr. Ajudamos a perceber se o modelo que tem em mente cabe naquele terreno antes de haver dinheiro em cima da mesa.
Está a planear o seu projeto? Veja os modelos de casas de madeira do T0 ao T6 com preços e plantas, conheça a casa de madeira T2 de 72 m² ou explore os abrigos e garagens de jardim.



