Toda a gente pergunta pela manutenção, e quase toda a gente espera a mesma resposta tranquilizadora: é como uma casa normal. Não é. Uma casa de madeira dá algum trabalho que uma casa de tijolo não dá. Em compensação, poupa outros que ninguém contabiliza.
O que realmente é preciso fazer
Tratamento das superfícies exteriores. É o único ponto que exige disciplina. A madeira exposta ao sol e à chuva precisa de um tratamento de superfície renovado periodicamente — velatura, lasure ou tinta, consoante o acabamento escolhido. O intervalo depende muito mais da exposição do que do calendário.
Uma fachada virada a sul, sem beirado, ao sol o dia todo, pede atenção com muito mais frequência do que uma fachada protegida a norte. Não é o mesmo trabalho em toda a volta da casa, e é por isso que quem trata “a casa toda de uma vez, de x em x anos” acaba a fazer trabalho a mais num lado e a menos no outro.
Inspeção anual, de olhos abertos. Dá uma volta à casa uma vez por ano, de preferência no fim do inverno. Procura-se: tinta a estalar, madeira a acinzentar, juntas abertas, caleiras entupidas, vegetação encostada às paredes. Nada disto é grave se for apanhado cedo. Tudo isto se torna caro se for ignorado três anos.
Manter a ventilação livre. Este é o ponto que ninguém se lembra e é o mais importante de todos. A casa está elevada e o ar tem de circular por baixo do pavimento. Se se acumular lá terra, folhas, lenha, caixas ou uma sebe encostada, cortou-se a ventilação — e a partir daí a humidade instala-se. Mantenha aquilo desimpedido e metade dos problemas possíveis desaparecem.
O inimigo é a humidade parada, não a chuva
Chove em cima de casas de madeira na Escandinávia há séculos e elas continuam de pé. O que destrói madeira é humidade que não seca: contacto direto com o solo, água empoçada, uma caleira partida que descarrega sempre no mesmo canto, vegetação encostada que nunca deixa a parede arejar.
É por isso que a estrutura elevada e ventilada não é um pormenor de estilo. É a peça que faz a casa durar.
O que não vai ter de fazer
Não vai ter fissuras de assentamento a abrir nas paredes. Não vai ter humidade a subir do chão pelo interior das paredes. Não vai ter de picar reboco para encontrar um tubo. E, quando alguma coisa correr mal, arranja-se a peça — troca-se uma tábua, refaz-se uma junta — sem envolver meia casa.
Quem soma o custo de vida útil dos dois lados, e não apenas o dia da entrega das chaves, costuma chegar a contas mais parecidas do que esperava.
Insetos e fungos
A madeira que usamos é tratada, e o tratamento de superfície mantido em condições é a primeira barreira. O carácter denso do pinho nórdico de crescimento lento ajuda. Mas nada disto substitui o essencial: madeira seca não é atacada. É sempre à humidade que se volta.
Em resumo honesto
Se a ideia de subir a um escadote de dois em dois ou três em três anos, ou de contratar quem o faça, lhe parece um problema, uma casa de madeira exterior vai desiludi-lo. Se isso lhe parece um preço razoável por uma casa que se constrói em meses, que aquece depressa e que se altera com facilidade, então está no sítio certo.
Diga-nos onde fica o terreno e como é a exposição, que lhe dizemos com franqueza o que vai pedir mais atenção.
Está a planear o seu projeto? Veja os modelos de casas de madeira do T0 ao T6 com preços e plantas, conheça a casa de madeira T2 de 72 m² ou explore os abrigos e garagens de jardim.



